segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Pedra e coração

“Sou companhia, mas posso ser solidão… tranqüilidade e inconstância, pedra e coração. Sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono. Música alta e silêncio. Serei o que você quiser, mas só quando eu quiser. Não me limito, não sou cruel comigo! Serei sempre apego pelo que vale a pena e desapego pelo que não quer valer… Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato… Ou toca, ou não toca.”

Clarice Lispector

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Ao meu Presidente




Em comício realizado no dia 27 de Agosto, no Recife, o locutor e poeta popular Luís Marinho, assim, apresentou o Presidente Lula. Ou melhor, o Presidente da República do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, o nosso Presidente



"Pra gente agradecer pelo Presidente Lula, a gente tem que agradecer primeiro à Dona Lindu, a mãe do Presidente, a mulher guerreira que pariu este homem. E se Lula enxergou a força de Dilma é porque teve a força de uma grande mulher em sua vida que foi a Dona Lindu, e pra Dona Lindu e pra Lula a gente diz:





                                                          

                                                                        




Eu sou filho do chão dos homens nus



Das mulheres sem culpa e excelência



Fui nascido ao rigor da resistência



Numa casa de taipa à meia luz



Eu vinguei num Brasil que não seduz



Vitimado na mão da inconseqüência



Que sustenta o viés pela essência



De Marias e Dilmas e Lindus

















Percorrendo os grotões desses brasis



A lembrança da minha mãe me diz



Para eu nunca esquecer qual é o meu



Liderando nas dores e alegrias



Afagando o Brasil todos os dias



Com os beijos que a minha mãe me deu










Com vocês, o maior Presidente da história do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva

Esses fogos Presidente, esses fogos representam um abraço que Pernambuco dá no senhor pra lhe dizer “Muito obrigado, Presidente”.




segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Excelente texto do Luis Azenha - Portal Viomundo - o que você não vê na mídia

13 de setembro de 2010 às 20:08

Quando a ascensão social causa medo e perplexidade
por Luiz Carlos Azenha

Há, por toda parte, da direita à esquerda, uma certa perplexidade. Intelectuais à esquerda e à direita se debruçam sobre a campanha eleitoral com uma ponta de saudosismo em relação ao passado e desprezo pela aparente despolitização do eleitorado. O domínio do marketing, a presença do Tiririca e a influência de Lula são apontados como sinais de que a democracia brasileira está às vésperas de um naufrágio.
Em um caderno especial, “Desafios do Novo Presidente”, o Estadão exibe sua saudade de um tempo em que ainda era possível controlar o protagonismo das multidões para negociar, por cima, uma “solução política”. Foi assim no movimento das Diretas Já! , em que o vozerio das ruas foi instrumentalizado para buscar uma democracia “de bastidores”. “Democracia à brasileira”, anuncia o Estadão, obviamente sem notar a ironia contida na escolha da foto. Se tivesse escolhido uma imagem da greve dos metalúrgicos do ABC, em 1980, não seria, naturalmente, o Estadão, embora a greve tenha sido o golpe que de fato chacoalhou o regime militar.
Na Folha, um colunista identificou no Tiririca o símbolo de tudo o que há de errado com a política brasileira. Ele se esqueceu que a despolitização é herança da cidadania negada e está explícita não só nos candidatos bizarros, mas também em partidos que não resistem a prévias internas para a escolha do candidato a presidente. O dedaço, como se sabe, é um mal apenas quando praticado pelo atual presidente da República, nunca quando se dá em um apartamento de Higienópolis. Politização exige engajamento. A amnésia do colunista se estende à campanha movida contra as tênues tentativas do governo Lula de promover a cidadania política, através das conferências nacionais e do Plano Nacional de Direitos Humanos, campanha da qual fez parte… a Folha.
O Globo de domingo gastou uma página inteira de papel e tinta para falar em Vazio de ideias, por que a apatia e a ausência de reflexão tomaram conta da campanha eleitoral. Na página, o poeta Claufe Rodrigues prega “mudar radicalmente o sistema de representação”. Será que ele sonha com o voto censitário? O jornalista Eugenio Bucci trata como “discurso autoritário” a propaganda eleitoral de Dilma Rousseff que dá ênfase à ascensão social (‘”pusemos” não sei quantos brasileiros na classe média’). O sociólogo Bernardo Sorj fala em “massa apática”, sustentada pela “classe média pagadora, que se preocupa com problemas como liberdade de expressão, transparência do Estado e corrupção”.
Curiosamente, as pílulas de O Globo revelam mais sobre os entrevistados do que sobre a população brasileira, os eleitores brasileiros e a conjuntura política e econômica do Brasil. Revelam desconhecimento, preguiça intelectual e a falta de reflexão que eles, os entrevistados, preferem atribuir — como sempre — “aos outros”.
Infelizmente, pouca gente tem se dedicado até agora a estudar a erupção política de milhões de brasileiros como resultado da ascensão social que eles viveram nos últimos anos. O fenômeno, em números, foi retratado mais recentemente no estudo A Nova Classe Média: o Lado Brilhante dos Pobres, da Fundação Getúlio Vargas. Do ponto de vista da ciência política, foi estudado por André Singer, em Raízes sociais e ideológicas do Lulismo.
Além da ignorância, no entanto, torcer o nariz para a atual campanha eleitoral também serve a um objetivo político: desqualificar antecipadamente os eleitos. Para além do golpismo, no entanto, está a perplexidade de classe — e aqui localizamos a esquina onde se encontram direitistas e esquerdistas (alguns, pelo menos). O Brasil é um país de extrema concentração de poder, de riqueza e de saber. E o fenômeno que vai influenciar as eleições brasileiras a longo prazo representa uma ameaça a essa sociedade, em que as “ideias” políticas, de comportamento e de consumo “vertem” dos ungidos em direção às massas.
Assistimos, em câmera lenta, a uma revolução nos papéis sociais, que vai se acelerar quando a ascensão econômica se combinar com a interiorização do conhecimento, o acesso à universidade e as tecnologias de informação.
Perplexos, os que se acreditam mantenedores de nossa ordem hierarquizada confundem sua irrelevância com a decadência definitiva da democracia brasileira. É um jeito elegante de dizer que eles sentem desprezo pelos pobres.

http://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/quando-a-ascensao-social-causa-medo-e-perplexidade.html

domingo, 29 de agosto de 2010

Dilma no Recife - sexta-feira 27 de Agosto de 2010

Do poeta pernambucano Luis Marinho, versos para Dilma na sua apresentação durante o comício no Recife, sexta-feira, 27 de Agosto de 2010

".......E que fez dessa luta um mister
vai agora eleger uma mulher
confirmando o seu sonho libertário.
Dilma mostra o melhor intinerário,
Dilma é o bem pra lutar contra o hostil,
Dilma é nossa luta varonil
pela garra da fêmea que alimenta,
e será a primeira Presidenta
condutora dos rumos do Brasil "








Luis Marinho vem fazendo parte da campanha do atual governador de Pernambuco e candidato à reeleição ao governo do Estado, Eduardo Campos. Ele sempre apresenta os candidatos com versos no estilo poesia popular, cordel.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Para Romero e Gabriela

Porque em New York eles disseram sim um ao outro





New York New York

Vincent Niclot

Start spreadin' the news
I'm leaving today
I want to be a part of it
New York, New York

These vagabond shoes
Are longing to stray
Right through the very heart of it
New York, New York

I want to wake up in a city
That doesn't sleep
And find I'm king of the hill
Top of the heap

These little town blues
Are melting away
I'll make a brand new start of it
In old New York

If I can make it there
I'll make it anywhere
It's up to you
New York, New York

New York, New York

I want to wake up in a city
That never sleeps
And find I'm a number one
Top of the list
King of the hill
A number one

These little town blues
Are melting away
I'm gonna make a brand new start of it
In old New York

And if I can make it there
I'm gonna make it anywhere
It's up to you
New York, New York

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Do poeta e romancista pernambucano Chico de Assis

Campo Minado




Quando se trata de gente

todo campo é minado

- disse a menina triste

sem perceber a verdade que disse.

Porque com gente é diferente

- disse o poeta

e o campo que a ela leva

é minado e regado a dor.



Há que se ter então

muito cuidado.

Desarmar com delicadeza

um por um dos artefatos.

Percorrer com destreza

as trilhas e atalhos

até chegar inteiro

ao presumido alvo.



È preciso então tatear

na noite

(quantas vezes depois da escuridão

explode incandescente luz?)

É preciso ouvir

com interrogativa paciência

(quantas vezes a palavra verdadeira

sucede ao infinito silêncio?).



É preciso enfim

dar o dito por não dito

o talvez pelo sim

o perdido por achado

o passado por presente

o futuro por passado.

Porque para lidar com gente

todo campo é minado.