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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Para sempre - Mãe - Drummond e Mary Cassat




                                                       The Bath



                              Mother About to Wash her Sleepy Child - 1880






                                                   Carinho de Criança




                                                     Breakfast in Bad


Das figuras postadas acima não consegui encontrar o título da tela em que a mãe beija o filho. Estas imagens foram retiradas da página de imagens do google, referente a esta artista.

                                              

                                                    Mary Cassat


Adoro o trabalho desta artista. Ano passado também usei uma imagem dela para postar aqui uma homenagem à minha mãe. Algumas figuras desta artista me fazem sentir mais perto da minha mãe e me consolam nos momentos em que sinto o peito vazio e uma saudade imensa dela, que partiu há 3 anos atrás. Adoro também este poema de Drummond, que é um grito dos filhos, um apelo a Deus para que as mães nunca morram. Mas creio que nossas mães e pais continuam em nós, por isso, não morrem nunca.

Mary Cassat, impressionista americana, nasceu em 1844 e morreu em 1826. Foi uma artista acima do seu tempo, pois trabalhou imensamente e teve participação ativa em movimentos sociais como o movimento pelo voto feminino, quando expôs várias telas para arrecadar fundos para este movimento. Pintou muitas figuras de mães com crianças, entre elas, O Passeio no Barco - 1983-1984. Abaixo, uma reflexão dessa tela retirada de texto em PDF, O Passeio de Barco, 1983-1984. 
Nesta página também se encontram várias informações sobre a vida e a obra de Mary Cassat, que viveu a maior parte do seu tempo em Paris, e que teve uma vida intensa, vindo a falecer com 82 anos nos Estados Unidos, onde hoje é bastante reconhecida e reverenciada.

"As muitas pinturas de Cassatt de mães com crianças lembram invariavelmente o tema renascentista da Madona com a criança. Aqui, a mulher parece estar sentada em um trono, na proa do barco, o chapéu-de-sol da criança circunda sua cabeça como um halo, e o homem se curva diante delas como um suplicante. Em referência a esta imagem tradicional, Cassatt transforma uma cena banal da vida cotidiana, incorporando a ela um senso de reverência — talvez para expressar seu ponto de vista, segundo o qual as mulheres são detentoras das poderosas forças de criatividade (e procriação)".





Para sempre

Carlos Drummond de Andrade

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.