"No mundo das palavras há tantos artifícios, quantas são as nossas contradições" Lya Luft.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Série: Liberdade de imprensa - liberdade de informação - 2ª postagem
Matéria enviada por Regina Sampaio, advogada, poetisa e tuiteira progressista do Rio de Janeiro
Hoje, dia 23 de setembro de 2010, às 15 hs, foi realizado em frente ao Clube Militar do Rio de Janeiro (onde ocorria uma palestra de alguns jornalistas do chamado PIG-Partido da Imprensa Golpista, assim denominado pelo jornalista Paulo Henrique Amorim, entre eles, o "sábio" Merval Pereira, jornalista da Globo News, palestra esta intitulada "A Democracia Ameaçada - Restrições à Liberdade de Expressão"), um ato organizado pela União da Juventude Socialista, contra a forma como a mídia comercial vem se comportando, especialmente durante o processo eleitoral, exacerbando o seu ódio contra o governo Lula e se comportando como os verdadeiros marketeiros da campanha de José Serra. Não que eles, os jornalões e as redes poderosas de rádio e televisão, não possam fazer a sua opção por 1 ou outro candidato. Mas isso é outra história. O que eles não podem, na verdade, é boicotar e negar informação verdadeira ao público em geral.
Pois bem, a manifestação, de cunho totalmente pacífico, foi reprimida pela Polícia do Exército com muita truculência. Houve discussão entre os manifestantes e a PE, empurrões e a quebra do microfone dos manifestantes pela PE, que pretendia a todo custo impedir o ato . Apenas com a chegada da Polícia Militar, os manifestantes puderam realizar o ato pacificamente.
Abaixo, algumas fotos também tiradas por Regina Sampaio, que estava presente no ato
Série: Liberdade de Imprensa - liberdade de informação - postagem 1
Não é só aqui no Brasil que se debate já há algum tempo a questão da liberdade de imprensa.Sou seguidora no twitter do cineasta e ativista americano Michel Moore. Ontem de madrugada ele postou um link que levava à seguinte questão (reproduzo abaixo texto do Brizola Neto que explica bem legal o ocorrido):
"Na hora em que discutimos liberdade de informação, é bem interessante ver este filmete, feito pela TV cubana, sobre uma entrevista do cineasta Michael Moore ao programa de TV norteamericano Democracy Now! sobre o seu documentário Sicko, que trata do sistema de saúde americano – não à toa a principal bandeira eleitoral de Barack Obama.
Está legendado em espanhol, na parte em inglês mas, na parte narrada em espanhol, para não haver dificuldade para ninguém, eu resumo:
Ele conta que três equipes de TV em hospitais de pronto-socorro em Fort Lauderdale, nos EUA, em Toronto, Canadá e em Havana, Cuba, esperando chegar alguém com um braço ou uma perna quebrados e acompanhar o atendimento, para ver qual era o mais rápido, o melhor e o mais barato.
Moore diz que o hospital cubano venceu, mas que uma diretora da NBC disse que ele não poderia dizer isso. Era contra “as regras da empresa”. Ele se recusou a mudar o resultado, mas dois dias depois…Bem, assista o vídeo…"
Vejam que coisa horrorosa! Até onde uma Rede de TV tida como séria pode chegar, boicotando e negando ao seu público uma informação verdadeira. Mas lá, no Estados Unidos, o Michel Moore pode ir a outro canal de Televisão denunciar a trapaça. Mas aqui só temos a internet como nossa aliada.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Pedra e coração
“Sou companhia, mas posso ser solidão… tranqüilidade e inconstância, pedra e coração. Sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono. Música alta e silêncio. Serei o que você quiser, mas só quando eu quiser. Não me limito, não sou cruel comigo! Serei sempre apego pelo que vale a pena e desapego pelo que não quer valer… Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato… Ou toca, ou não toca.”
Clarice Lispector
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Ao meu Presidente
"Pra gente agradecer pelo Presidente Lula, a gente tem que agradecer primeiro à Dona Lindu, a mãe do Presidente, a mulher guerreira que pariu este homem. E se Lula enxergou a força de Dilma é porque teve a força de uma grande mulher em sua vida que foi a Dona Lindu, e pra Dona Lindu e pra Lula a gente diz:
Eu sou filho do chão dos homens nus
Das mulheres sem culpa e excelência
Fui nascido ao rigor da resistência
Numa casa de taipa à meia luz
Eu vinguei num Brasil que não seduz
Vitimado na mão da inconseqüência
Que sustenta o viés pela essência
De Marias e Dilmas e Lindus
Percorrendo os grotões desses brasis
A lembrança da minha mãe me diz
Para eu nunca esquecer qual é o meu
Liderando nas dores e alegrias
Afagando o Brasil todos os dias
Com os beijos que a minha mãe me deu
Com vocês, o maior Presidente da história do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva
Esses fogos Presidente, esses fogos representam um abraço que Pernambuco dá no senhor pra lhe dizer “Muito obrigado, Presidente”.
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Lula - Dona Lindu - Presidente
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Excelente texto do Luis Azenha - Portal Viomundo - o que você não vê na mídia
13 de setembro de 2010 às 20:08
Quando a ascensão social causa medo e perplexidade
por Luiz Carlos Azenha
Há, por toda parte, da direita à esquerda, uma certa perplexidade. Intelectuais à esquerda e à direita se debruçam sobre a campanha eleitoral com uma ponta de saudosismo em relação ao passado e desprezo pela aparente despolitização do eleitorado. O domínio do marketing, a presença do Tiririca e a influência de Lula são apontados como sinais de que a democracia brasileira está às vésperas de um naufrágio.
Em um caderno especial, “Desafios do Novo Presidente”, o Estadão exibe sua saudade de um tempo em que ainda era possível controlar o protagonismo das multidões para negociar, por cima, uma “solução política”. Foi assim no movimento das Diretas Já! , em que o vozerio das ruas foi instrumentalizado para buscar uma democracia “de bastidores”. “Democracia à brasileira”, anuncia o Estadão, obviamente sem notar a ironia contida na escolha da foto. Se tivesse escolhido uma imagem da greve dos metalúrgicos do ABC, em 1980, não seria, naturalmente, o Estadão, embora a greve tenha sido o golpe que de fato chacoalhou o regime militar.
Na Folha, um colunista identificou no Tiririca o símbolo de tudo o que há de errado com a política brasileira. Ele se esqueceu que a despolitização é herança da cidadania negada e está explícita não só nos candidatos bizarros, mas também em partidos que não resistem a prévias internas para a escolha do candidato a presidente. O dedaço, como se sabe, é um mal apenas quando praticado pelo atual presidente da República, nunca quando se dá em um apartamento de Higienópolis. Politização exige engajamento. A amnésia do colunista se estende à campanha movida contra as tênues tentativas do governo Lula de promover a cidadania política, através das conferências nacionais e do Plano Nacional de Direitos Humanos, campanha da qual fez parte… a Folha.
O Globo de domingo gastou uma página inteira de papel e tinta para falar em Vazio de ideias, por que a apatia e a ausência de reflexão tomaram conta da campanha eleitoral. Na página, o poeta Claufe Rodrigues prega “mudar radicalmente o sistema de representação”. Será que ele sonha com o voto censitário? O jornalista Eugenio Bucci trata como “discurso autoritário” a propaganda eleitoral de Dilma Rousseff que dá ênfase à ascensão social (‘”pusemos” não sei quantos brasileiros na classe média’). O sociólogo Bernardo Sorj fala em “massa apática”, sustentada pela “classe média pagadora, que se preocupa com problemas como liberdade de expressão, transparência do Estado e corrupção”.
Curiosamente, as pílulas de O Globo revelam mais sobre os entrevistados do que sobre a população brasileira, os eleitores brasileiros e a conjuntura política e econômica do Brasil. Revelam desconhecimento, preguiça intelectual e a falta de reflexão que eles, os entrevistados, preferem atribuir — como sempre — “aos outros”.
Infelizmente, pouca gente tem se dedicado até agora a estudar a erupção política de milhões de brasileiros como resultado da ascensão social que eles viveram nos últimos anos. O fenômeno, em números, foi retratado mais recentemente no estudo A Nova Classe Média: o Lado Brilhante dos Pobres, da Fundação Getúlio Vargas. Do ponto de vista da ciência política, foi estudado por André Singer, em Raízes sociais e ideológicas do Lulismo.
Além da ignorância, no entanto, torcer o nariz para a atual campanha eleitoral também serve a um objetivo político: desqualificar antecipadamente os eleitos. Para além do golpismo, no entanto, está a perplexidade de classe — e aqui localizamos a esquina onde se encontram direitistas e esquerdistas (alguns, pelo menos). O Brasil é um país de extrema concentração de poder, de riqueza e de saber. E o fenômeno que vai influenciar as eleições brasileiras a longo prazo representa uma ameaça a essa sociedade, em que as “ideias” políticas, de comportamento e de consumo “vertem” dos ungidos em direção às massas.
Assistimos, em câmera lenta, a uma revolução nos papéis sociais, que vai se acelerar quando a ascensão econômica se combinar com a interiorização do conhecimento, o acesso à universidade e as tecnologias de informação.
Perplexos, os que se acreditam mantenedores de nossa ordem hierarquizada confundem sua irrelevância com a decadência definitiva da democracia brasileira. É um jeito elegante de dizer que eles sentem desprezo pelos pobres.
http://www.viomundo.com.br/opiniao-do-blog/quando-a-ascensao-social-causa-medo-e-perplexidade.html
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