sábado, 9 de outubro de 2010

Do blog "Tudo em Cima" sobre a "ÓIA"

Este post foi totalmente reproduzido do blog do André Lux, "Tudo em cima" aqui
@andre_lux também é um tuiteiro que entrou de cara na campanha de Dilma para Presidente da República. E nesse momento de campanha o que mais importa é desmentir todas as calúnias que estão sendo veiculadas sobre Dilma Roussef. É também uma prática comum entre blogueiros a reprodução de posts, matérias, etc, importantes, entre os diversos blogs. Daqui eu posso atingir algumas pessoas que o André, através do seu blog talvez não atingisse, e vice-versa.
E mais, foi o nosso querido Presidente Luís Inácio Lula da Silva, que apelidou, muito acertadamente, aquela que um dia foi uma revista séria, a VEJA, de "ÓIA". Bravo, Presidente Lula.

Então, vamos ao post

sábado, 9 de outubro de 2010

Batemos o recorde! Nova capa da Veja é destruída 1 minuto após divulgação!


Que a revista Veja não passa de um panfleto da extrema direita tupiniquim, atualmente a serviço da campanha de José Serra, ninguém tem mais dúvida. Por isso não vou chover no molhado.

Com o advento da internet e o surgimento da blogosfera progressista, as mentiras, os factóides e a hipocrisia de Veja passaram a ser desmascaradas em questão de dias, depois de horas e agora... de minutos!

A galera do twitter estava de olho esperando o que o pasquim dos Civita ia aprontar contra Dilma e... bingo: aborto! O objetivo é claro, mostrar que Dilma é "do mal", a favor de "matar criancinhas", além de mentirosa e incoerente.







Mas é mais um tiro no pé. Bastou Veja divulgar a capa "bombástica" que alguém pesquisou e achou outra capa da mesma revista, de setembro de 1997, que trazia uma matéria séria sobre o tema, amplamente favorável à liberação do aborto, com confissões abertas inclusive feitas por celebridades! Confira:
 
 
 
 
 
 
 
                                                          "NÓS FIZEMOS ABORTO"


Mulheres de três gerações enfrentam a lei, o medo e o preconceito e revelam suas experiências


por Andréa Barros, Angélica Santa Cruz e Neuza Sanches

ELAS RESOLVERAM FALAR. Quebrando o muro de silêncio que sempre cercou o aborto, oito dezenas de mulheres procuradas por VEJA decidiram contar como aconteceu, quando, por quê. Falaram atrizes, cantoras, intelectuais mas também operárias, domésticas, donas de casa. Falaram de angústia, de culpa, de dor e de solidão. Também falaram de clínicas mal equipadas, de médicos sem escrúpulos, de enfermeiras sem preparo, de maridos e namorados ausentes. A apresentadora Hebe Camargo contou que, quando era uma jovem de 18 anos, ficou grávida do primeiro namorado e foi parar nas mãos de uma curiosa que fez a cirurgia sem anestesia nem cuidado. A atriz Aracy Balabanian, a Cassandra do Sai de Baixo, ficou grávida quando estava chegando aos 40 anos e dando fim a um longo relacionamento. Resolveu fazer o aborto, convencida de que a criança não teria um bom pai nem ela seria capaz de criá-la sozinha. Metalúrgica da Força Sindical, a mineira Nair Goulart, 45 anos, fez dois abortos nos anos 70 por motivos econômicos. Ela e o marido, também operário, ganhavam pouco, viviam num quarto de despejo e não teriam meios de educar nenhum filho.(A reportagem continua nesse link )





Ah, outra coisa importante: a blogosfera também desencavou uma reportagem da revista TRIP de nº 41, na qual Soninha Francine declarou que já tinha feito aborto e que era favorável à descriminalização. (Link aqui)







Detalhe: Soninha, ex-esquerdista e atual neocon renascida, é uma das coordenadoras de campanha de José Serra (PSDB). Ela é cotada para ser Ministra de Serra, se ele vencesse e atua na campanha de Serra, sobretudo na internet. E é pela internet, através de emails em massa, que partidários de Serra espalham a campanha de ódio e difamatória contra Dilma.

Se não me engano, a denúncia foi feita pelo blog Os Amigos do Presidente Lula, que fez questão de comentar: "Nós não somos como eles, e não vamos apedrejar Soninha. O próprio cristianismo ensina que, quem não tiver pecados, que atire a primeira pedra. Vamos só denunciar essa hipocrisia, essa má-fé, o falso testemunho, e esse uso do nome do Senhor em vão, com fins eleitoreiros, pelos partidários de José Serra."

E agora, José Serra? Será que sua esposinha vai sair por aí gritando aos quatro ventos que a Hebe Camargo e Soninha gostam de "matar criancinhas"? Quem viver, verá...

A disseminação do ódio como estratégia política e seu efeito colateral : o atraso

Por Regina Sampaio

Fato 1 : Menina de 9 anos agredida em São Paulo por colequinhas ao “defender” a candidata Dilma Rousseff


Fato 2 : Jornalista do Estadão Maria Rita Kehl censurada e ameaçada de demissão por artigo que vai contra a desqualificação do voto do pobre


Fato 3 : O site de humor independente Falha de São Paulo interpelado judicialmente , retirado do ar e seu criador Lino Bocchini respondendo a processo judicial .



Fato 4 : Estudante bolsista e oriunda de comunidade carente é humilhada em sala de aula por professora da PUC/RJ por defender causas sociais



Três fatos distintos com a mesma origem : a pregação do ódio e da intolerância durante o processo eleitoral . É isso o que se deseja ao Brasil ? O ATRASO nas relações humanas ?



A charge é do excelente cartunista carioca Carlos Latuff

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O protesto e o abraço. Duas visões de um mesmo fato

É assim que Luis Carlos Azenha, no seu Portal Viomundo, intitula o que poderia ser um texto escrito, mas que ele preferiu mostrar através da imagem, com dois vídeos do youtube. Nesses vídeos o mesmo fato é narrado por duas emissoras de TV diferentes: a Globo e a Record. Observem o que a Globo faz, omitindo  fatos e dando à matéria um tom de que tudo está maravilhoso na campanha do José Serra e que os paulistas adoram o Zé, o que não parece ser verdade quando assistimos a reportagem da Record.
Com certeza, se isto tivesse ocorrido com a Dilma, a Globo imediatamente incorporaria o fato a sua reportagem. Acompanhem:










Efeito Tiririca e outras bicas eleitorais

Li esse texto primeiramente no Língua de Trapo . O Língua postou por lá e comunicou a origem do mesmo, que é o Com Fel e Limão . Excelente análise do Vinícius Duarte sobre o efeito Tiririca nessas eleições. Isenta de preconceitos e bastante esclarecedora.


outubro 4, 2010

Quando escrevi este post aqui, em 14/09, estava defendendo uma convicção meio contra a maré. Alguns dias antes da eleição, entretanto, acabaram aparecendo outros textos que se ligaram na mesma parada: Tiririca, na verdade, seria a transformação, pelos nossos marotos partidos, do voto jocoso (ou de protesto) num voto de legenda.
Sim, e pelas razões que já expus no outro post, Tiririca não é Enéas, nem Clodovil, nem Cacareco. É componente de uma coligação naturalmente muito boa de votos, mesmo que ele não existisse (ou fosse inventado). Só me faltavam os números, e o TSE os disponibilizou. Portanto, vamos tentar provar que o Tiririca não é esse terror todo, mesmo com os acachapantes 1.300.000 votos:
1 – Se todos os votos dados ao palhaço fossem ANULADOS, pouca coisa seria alterada na composição da bancada paulista: a coligação do PT perderia 4 candidatos, o PSDB ganharia 2, o PDT elegeria mais um, e o PV ganharia mais 1 cadeira. E, na verdade, o Tiririca nada teria a ver com essas cadeiras a mais do PDT e do PV, foi apenas a diminuição do coeficiente eleitoral (via “anulação” dos votos do Abestado) que propiciaria a entrada deles.
2 – Ao contrário do que previram diversos “especialistas”, Tiririca não vai para o Congresso levando a reboque uma quadrilha de novos – e mal votados – deputados: seus votos elegeram, diretamente, o Delegado Protógenes Queiroz (PCdoB), o petista Wanderley Siraque e o Otoniel Lima (PRB), e todos eles tiveram mais de 90.000 votos. E o Waldemar Costa Neto (sempre usado como exemplo do mal que votar em Tiririca causaria) seria eleito mesmo que o palhaço tivesse móooo-rrriii-ddo, pois recebeu quase 175.000 votos.
3 – Não haverá a propalada “Bancada do Palhaço” na Câmara.
Olhando os números da apuração em SP, observamos outras aberrações, a meu ver muito mais graves do que uma eventual aparição de um candidato caricato, e que, isto sim, deveria ser pensado na reforma eleitoral. Vejamos:
a) Você, que tem por costume votar somente na legenda do seu partido predileto, saiba que seu voto pode servir pra tudo, MENOS para ajudar diretamente à sua agremiação (se ela estiver coligada, claro): por exemplo, os votos dados ao PSDB não elegeram NENHUM candidato tucano; todos são do DEM; os votos dados ao PT seguiram quase a mesma sorte: elegeram três candidatos também, mas só UM é do Partido dos Trabalhadores. Pra que serve voto na legenda, então?
b) o tal efeito Tiririca seria avassalador, caso ele se candidatasse pelo PTN: elegeria, além dele mesmo, a Cameron Brasil, o Tandão (?), o Maguila e o Néfi Tales; se estivesse no PSTU gritando contra a burguesia, todos os candidatos do “vote 16″ mencionados nas urnas seriam eleitos com a ajuda do Candidato Abestado! Inclusive a dona Fátima Fernandes, com seus expressivos 416 votos.
Ao fim e ao cabo, o que se viu no Episódio Tiririca foi só mais do mesmo: os dois maiores blocos partidários se engalfinhando por míseras 3 ou 4 cadeiras na Câmara, mas desta vez usando o Tiririca como critério de desempate. Em troca, é claro, de uma vaguinha pra ele, o que, politicamente, significa quase nada. Ele é 1/513 do Congresso. A não ser que queiram elegê-lo presidente da Câmara, mas aí a pegada é com os deputados nos quais você votou (afinal, não se acha mais UM eleitor do Tiririca em SP, como de costume ocorre).
No mais, o Congresso Nacional continua sendo a cara do povo que o elege, aqui e no resto do mundo. Não adianta achar feio, é assim que somos. Em SP, maior consumo per capita de livros de auto-ajuda do mundo, o segundo colocado em votos atende por Gabriel Chalita. O que, convenhamos, faz sentido: se o campeão é analfabeto, o vice-campeão não conseguiu alfabetizar ninguém como Secretário da Educação.

http://comfelelimao.wordpress.com/