domingo, 25 de agosto de 2013

Uma visão sobre o Mais Médicos - por Vera Stringhini

      
Sou da geração que participou da VIII Conferência Nacional de Saúde, em 1986: marco teórico e político que permitiu a criação do SUS.
Sabíamos que o SUS só seria viável se agregasse ao modelo médico tradicional os conceitos de saúde comunitária, saúde de família, equipe multiprofissional, prevenção, saúde ocupacional, fatores de risco, poluição ambiental, educação para a saúde, nutrição, e muitas outras disciplinas ausentes do currículo das escolas médicas. Há aproximadamente 30 anos esta visão mais abrangente vem sendo discutida e seus instrumentos construídos e aprimorados.
O programa Mais Médicos nos faz recuar no tempo. Seria perfeito e não seria necessário importar médicos se a Bolsa-médico fosse a Bolsa-equipe-de-saúde: R$10.000,00 disponibilizados igualitariamente para a equipe que planificaria suas ações conforme as necessidades de cada região.
Penso que foi um erro desrespeitar o marco simbólico que sustenta a construção de nossa ciência médica, edificada com seriedade e segurança. Foi arrogância não querer dialogar com representantes dos Conselhos, Sindicatos e Escolas médicas. Criou uma fratura em nosso sistema simbólico, quer dizer, temos agora vários tipos de médicos. A palavra Médico, tão respeitada, perdeu significado pela multiplicação dos significantes. E a cisão dentro da equipe , que estava ultrapassada, reascendeu-se entre os médicos brasileiros e os estrangeiros.
Os médicos cubanos não vão nos fazer mal, são bons agentes de saúde, seria um doloroso erro hostilizá-los. É certo que nossa medicina  tem uma evolução, desde a origem,  diferente da medicina cubana: nossa medicina é liberal-iluminista, filha das ciências exatas. A medicina cubana é socialista, filha das ciências humanas. Ambas tem vantagens e desvantagens, temos de aprender com eles, eles tem o que aprender conosco.
Em um momento particularmente otimista para a nossa medicina comunitária, onde ações tidas como exclusivas do médico podem ser exercidas por outros profissionais da equipe, o que amplia a força da equipe de saúde e aumenta a resolutividade das unidades básicas, temos de enfrentar um programa que recupera o modelo da supremacia médica e recomeçamos a debater competências.
Gostaria de pensar que na qualidade de trabalhadores e sonhadores  do SUS, com seu ideário de Universalidade, Integralidade, Equidade, Descentralização e Participação, tão caro ao nosso imaginário, vamos receber bem nossos colegas ultrapassando as questões simbólicas. Considerando-as, mas sem se deixar cegar por elas.
É princípio da medicina  mas serve para todo e qualquer trabalhador da saúde: Primo non nocere, em primeiro lugar não causar dano. Isso significa contribuir para fazer da equipe um produto gregário, democrático onde convivem desejos e saberes distintos combinados para um objetivo comum. Não é fácil, mas vale o esforço.

                                                         Vera Stringhini

                                                         Médica Psiquiatra
                                                         Porto Alegre-RGS - 
                                                         Agosto de 2013
O texto não revela, a opinião da dona do blog, mas é importante para o debate sobre o Programa Mais Médicos.
                                                         

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

"Vídeo sobre a história da Europa, de 1.000 DC à 2003, em 3 minutos"

"Das conquistas gregas e romanas até a dissolução da Iugoslávia: um vídeo criado por um software da Centennia Historical Atlas conta a história da Europa em menos de 4 minutos. A música tema foi composta por Hans Zimmer para o filme ‘Inception’. Para se ter ideia da quantidade de fatos, a Segunda Guerra Mundial só começa a aparecer a partir dos 3 minutos. Veja o vídeo abaixo" introdução do Radar Global

domingo, 11 de agosto de 2013

Ao meu pai




Guto Holanda - Pai e filha - óleo sobre tela.




Pai, como eu
 lembro tanto.
Nos teus braços
adormecia
embalada por
teus contos
de assombro
e de encantos.

Pai, como
eu me lembro
dos dias
de teus desencantos,
a segurar tuas mãos
 com minhas mãos
 de menina
assombrada
num instante,
mas depois
reconfortada
pela dor
apaziguada

E como lembro, pai
querido, que
eras todo sentido
no teu afeto
e amor.

Ah! pai como
eu queria
poder te dizer de novo
tudo aquilo que sentia,
quando então me protegias
no calor dos teus abraços.
E te sentir
novamente
e ficar assim contente
como quando era criança
e brincava na ilusão
de que eras para sempre
de que não te perderia.

Rejane Cavalcanti
Recife, 11 de Agosto de 213.





sábado, 3 de agosto de 2013

"Quem não gosta de samba, bom sujeito não é.É ruim da cabeça, ou doente do pé"

"Quem não gosta de samba, bom sujeito não é. É ruim da cabeça, ou doente do pé". Viva a praça. A praça é minha, a praça é sua, a praça é nossa. Viva a república.Viva a democracia. E um viva aos gregos que a inventaram.O bonde da história está passando. Ou embarcamos nele ou ficaremos assistindo a banda passar.






terça-feira, 16 de julho de 2013

Levante sua voz from Pedro Ekman on Vimeo.

Vídeo pelo direito à comunicação produzido pelo Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social