segunda-feira, 18 de julho de 2011

Cartas para Julieta ou sobre a experiência de casar um filho

“Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem.
Isso mesmo!
Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado.
Perder?
Como?
Não é nosso, recordam-se?
Foi apenas um empréstimo!"

                                   José Saramago 


                                                                                              Claude Monet

Essa semana o meu filho irá oficializar o seu casamento com uma festa onde haverá uma cerimônia civil e uma bênção que será dada pelo nosso querido Leonardo Boff. Para mim, eles dois, Romero e Gabriela, já eram casados, pois já dividiam as suas vidas sob o mesmo teto há mais de dois anos. Mas eles escolheram celebrar essa união com uma festa e estamos todos muito felizes. Porque acredito que a união entre duas pessoas é sagrada. Não no sentido que se dá quase sempre a essa palavra, “como predicado de ordem ética, sinônimo do absolutamente moral e perfeitamente bom”, conforme afirma Rudolf Otto, citado por Gilberto de Mello Kujawski no seu livro O Sagrado Existe (página 59). Mas no seu sentido rigoroso e original, só existente no domínio mesmo do religioso, como valor e identidade próprias, como realidade não redutível a outras realidades diferentes dele (Kujawisk, 1994). Para este autor, o sagrado “é o arquétipo do real, a matriz da cultura e a fonte de toda legitimidade” e “o vínculo entre a realidade absoluta, sagrada e as demais realidades é o rito”. Portanto, o amor para mim é sagrado nesse sentido, enquanto uma realidade só possível no encontro entre duas pessoas. E essa realidade quando se faz, há que ser festejada, ritualizada, das mais diversas formas que se pretenda. Através de um beijo, de uma aliança, de um brinde, de uma festa, de um papel assinado ou de uma bênção.
E como toda celebração de casamento me deixa extremamente romântica, o casamento do meu único filho está resgatando, momentaneamente, o que tem de mais romântico em mim. Já revi pela enésima vez o filme “A Noviça Rebelde”, ando ouvindo músicas românticas o tempo todo, e, para completar, revi ontem no Telecine Premium o filme “Cartas para Julieta”. E aí foram só suspiros. Até porque já estive na casa de Julieta em Verona, na Itália e vi com meus próprios olhos a infinidade de cartas e recados ali deixados por mulheres, talvez também homens, de todas as nacionalidades, sobre amores em geral, concretizados, perdidos ou impossíveis, endereçadas para a amada de Romeu.

Eis a sinopse do filme a partir do site CINEPOP

"Jovem americana viaja para Verona, Itália, a famosa e inspiradora cidade onde foi criada a personagem Julieta Capuleto - sim, aquela da clássica obra "Romeu e Julieta". É neste local que ela descobre um grupo de pessoas que costuma responder às cartas - deixadas num muro - daqueles em busca de conselhos sobre o amor. A garota então responde a uma dessas cartas, datada de 1951, o que acaba inspirando a autora a viajar para a Itália em busca daquele que sempre foi sua verdadeira paixão. O fato também desencadeia uma série de eventos que irá mudar a vida de todos".

Abaixo, a carta enviada pela personagem do filme em nome de Julieta, em resposta àquela escrita há 50 anos atrás, além de imagens do trailer de "Cartas para Julieta".
 
“E’e ‘se’ são duas palavras tão inofensivas quanto qualquer palavra, mas coloque-as juntas lado a lado, e elas tem o poder de assombrá-la pelo resto da sua vida. "E se".. E se? E se?
Não sei como sua história acabou.
Mas sei que, se o que você sentia na época era amor verdadeiro, então nunca é tarde demais. Se era verdadeiro então, porque não o seria agora?
Você só precisa ter coragem para seguir seu coração.
Não sei como é sentir amor como o de Julieta, um amor pelo qual abandonar entes queridos, um amor pelo qual cruzar oceanos.
Mas gosto de pensar que, se um dia sentisse, eu teria coragem de agarrá-lo.
E, Claire, se você não o fez, espero que um dia faça.

Com todo meu amor.
Julieta”





sábado, 16 de julho de 2011

Para rir um pouquinho

Recebi via email de uma amiga. Rir é bom, é de graça, faz bem ao coração e nos deixa mais felizes. Então, vamos rir um pouquinho?



sábado, 9 de julho de 2011

....o jornal, a muralha e o rosto do homem (Baudelaire)





"É impossível percorrer uma qualquer gazeta, seja de que dia for, ou de que mês, ou de que ano, sem aí encontrar, em cada linha, os sinais da perversidade humana mais espantosa, ao mesmo tempo que as presunções mais surpreendentes de probidade, de bondade, de caridade, a as afirmações mais descaradas, relativas ao progresso e à civilização. Qualquer jornal, da primeira linha à última, não passa de um tecido de horrores. Guerras, crimes, roubos, impudicícias, torturas, crimes dos príncipes, crimes das nações, crimes dos particulares, uma embriaguez de atrocidade universal. E é com este repugnante aperitivo que o homem civilizado acompanha a sua refeição de todas as manhãs. Tudo, neste mundo, transpira o crime: o jornal, a muralha e o rosto do homem. Não compreendo que uma mão pura possa tocar num jornal sem uma convulsão de asco.” Charles Baudelaire, in "Diário Íntimo"  Parágrafo retirado do Samburiquinhas

sexta-feira, 8 de julho de 2011

A madrasta do texto ruim escreveu, objetivando disponibilizar sobre Lula, Marina e Deus

 Tinha como propósito tentar não mais copiar e colar textos aqui e buscar publicar os meus próprios textos, mesmo que pudesse recorrer a outros numa teia livre de informações. Mas ao ler o texto abaixo quase morro de rir e não o quero perder por nada. Então aí está. Copiei do Teia Livre. Foi escrito pela @bruxaod a Madrasta do Texto Ruim , Objetivando Disponibilizar

Lula, Marina e o companheiro Deus

Postado por: Madrasta do Texto Ruim - Ver todos os artigos


Já falei no link inicial desse texto que eu não sei se a historinha a seguir é verdade, porque eu a ouvi do Cláudio Humberto, numa dessas manhãs da programação local da rádio Bandnews FM (coisas que a rede Bandnews não revela, né? Cláudio Humberto trabalha pra eles... mas deixemos isso de lado).
Enfim, não sei se é verdade, tenho nem como checar. Mas leiam só que delícia de história.
Era uma vez uma Ministra do Meio Ambiente do governo Lizinácio. Ela marcou audiência com o presidente à qual compareceu junto com seu guru espiritual (não me perguntem o nome). Marina Silva estava irredutível: iria pedir demissão pois não aguentava mais ___ (preencha aqui a hipótese que lhe parece mais plausível). Também estava presente à reunião o Secretário-Geral da Presidência da república, Gilberto Carvalho.
E eis que Marina disse a Lizinácio:
- Presidente, eu estou aqui com o Fulano (o guia espiritual) porque eu conversei muito com ele e eu tive um sonho, sabe? Eu sonhei com Deus. Deus veio a mim no meu sonho e me disse que eu não posso mais permanecer como ministra do seu governo porque minha missão é outra blablabla whiskassachê pereré pão duro etcetcetc.
- Ah, Marina, você tem certeza disso? Eu gosto tanto de você, você é uma companheira estupenda nesse nosso governo, vai fazer muita falta, e sua visão de mundo pereré pão duro blablabla whiskas sachê - respondeu-lhe o presidente Lizinácio. Mas vamos combinar o seguinte: me dê uma semana pra eu escolher o seu substituto.
- Acho justo. Farei assim.
E passaram-se seis dias.
No sexto dia, Gilberto Carvalho mui apropriadamente aproveitou o despacho do dia para lembrar ao chefe da pendência com Marina:
- Presidente, o Senhor já pensou em quem vai substituir a Marina?
Lizinácio fez um facepalm e falou:
- Rapaz, me esqueci completamente da Marina! Mas marca com ela, Gilberto! Diz pra ela vir aqui amanhã!
Gilberto Carvalho não entendeu nada, mas marcou a reunião com Marina para o dia seguinte.
Marina foi calorosamente recebida por Liznácio na reunião, que foi direto ao assunto:
- Companheira Marina, eu lhe chamei aqui porque eu tenho uma coisa muito importante a lhe comunicar. Eu quero lhe dizer que eu também tive um sonho anteontem. Tambem sonhei com Deus. E Deus me disse:
- Companheiro Lula (Ok, eu espero você se recompor!), eu vim aqui neste sonho para lhe dizer que não demita a Marina Silva porque ela é uma mulher estupenda! Eu estive aqui repensando e você faça o favor de demovê-la dessa idéia de sair do ministério porque a missão que eu designei a ela à frente do ministério é fundamental.
Ao ouvir isso, Marina aceitou ficar no ministério Lula. POR MAIS SEIS MESES!!!!!
E essa mulher queria ser presidente(a) do Brasil. AVALIEM!



terça-feira, 5 de julho de 2011

Edelweiss

Sem palavras para expressar o meu amor e a minha felicidade, essa canção ofereço ao meu filho Romero e à minha nora Gabriela, que vão celebrar o seu encontro nessa vida no próximo dia 23 de Julho.
Romero e Gabriela, Edelweiss para vocês.









Edelweiss, edelweiss, every morning you greet me
small and white,
clean and bright,
you look happy to meet me
blossom of snow
may you bloom and grow,
bloom and grow forever
edelweiss, edelweiss, bless my home-land forever








sexta-feira, 24 de junho de 2011

São João de Pernambuco 2011




São Joaão do Recife



São Joaõ de Caruaru



São João de Gravatá - o vídeo mostra imagens da bela cidade de Gravatá, considerada a suíça pernambucana, junto com Garanhuns, e onde também se faz um excelente São João, entre outras festas.



São João de Arcoverde



quinta-feira, 23 de junho de 2011

São João















As festas juninas ou joaninas, como inicialmente eram chamadas, tiveram origem antes da Idade Média, como festas pagãs e só foi absorvida como cristã, pela igreja católica, após a Idade Média, quando começou a ser utilizada para celebrar dias de santos do mês de junho: Santo Antônio (13 de junho), São João (24 de junho) e São Pedro (29 de junho), deste fato vem a denominação de festa Junina, mas antes, eram chamadas de joaninas, devido ao vínculo com a festa de São João, único santo católico festejado no dia do seu nascimento e não de sua morte.Blog do Dr. Zem



A origem da Festa Junina no Brasil e suas influências


           
    Junho é o mês de São João, Santo Antônio e São Pedro. Por isso, as festas que acontecem em todo o mês de junho são chamadas de "Festa Joanina", especialmente em homenagem a São João.

   O nome joanina teve origem, segundo alguns historiadores, nos países europeus católicos no século IV. Quando chegou ao Brasil foi modificado para junina. Trazida pelos portugueses, logo foi incorporada aos costumes dos povos indígenas e negros.

   A influência brasileira na tradição da festa pode ser percebida na alimentação, quando foram introduzidos o aipim (mandioca), milho, jenipapo, o leite de coco e também nos costumes, como o forró, o boi-bumbá, a quadrilha e o tambor-de-crioula. Mas não foi somente a influência brasileira que permaneceu nas comemorações juninas. Os franceses, por exemplo, acrescentaram à quadrilha, passos e marcações inspirados na dança da nobreza européia. Já os fogos de artifício, que tanto embelezam a festa, foram trazidos pelos chineses.

   A dança-de-fitas, bastante comum no sul do Brasil, é originária de Portugal e da Espanha.
   Para os católicos, a fogueira, que é maior símbolo das comemorações juninas, tem suas raízes em um trato feito pelas primas Isabel e Maria. Para avisar Maria sobre o nascimento de São João Batista e assim ter seu auxílio após o parto, Isabel acendeu uma fogueira sobre o monte.

   No Nordeste do país, existe uma tradição que manda que os festeiros visitem em grupos todas as casas onde sejam bem-vindos levando alegria. Os donos das casas, em contrapartida, mantêm uma mesa farta de bebidas e comidas típicas para servir os grupos. Os festeiros acreditam que o costume é uma maneira de integrar as pessoas da cidade. Essa tradição tem sido substituída por uma grande festa que reúne toda a comunidade em volta dos palcos onde prevalecem os estilos tradicionais e mecânicos do forró.

Assim surgiu a Festa de São João

    Dizem que Santa Isabel era muito amiga de Nossa Senhora e, por isso, costumavam visitar-se.
   Uma tarde, Santa Isabel foi à casa de Nossa Senhora e aproveitou para contar-lhe que, dentro de algum tempo, iria nascer seu filho, que se chamaria João Batista.
   Nossa Senhora, então, perguntou-lhe:
- Como poderei saber do nascimento do garoto?
- Acenderei uma fogueira bem grande; assim você de longe poderá vê-la e saberá que Joãozinho nasceu. Mandarei, também, erguer um mastro, com uma boneca sobre ele.
    Santa Isabel cumpriu a promessa.
   Um dia, Nossa Senhora viu, ao longe, uma fumacinha e depois umas chamas bem vermelhas. Dirigiu-se para a casa de Isabel e encontrou o menino João Batista, que mais tarde seria um dos santos mais importantes da religião católica. Isso se deu no dia vinte e quatro de junho.
Começou, assim, a ser festejado São João com mastro, e fogueira e outras coisas bonitas como: foguetes, balões, danças, etc…
   E, por falar nisso, também gostaria de contar porque existem essas bombas para alegrar os festejos de São João.
   Pois bem, antes de São João nascer, seu pai, São Zacarias, andava muito triste, porque não tinha um filhinho para brincar.
   Certa vez, apareceu-lhe um anjo de asas coloridas, todo iluminado por uma luz misteriosa e anunciou que Zacarias ia ser pai.
   A sua alegria foi tão grande que Zacarias perdeu a voz, emudeceu até o filho nascer.
   No dia do nascimento, mostraram-lhe o menino e perguntaram como desejava que se chamasse.
   Zacarias fez grande esforço e, por fim, conseguiu dizer:
- João!
   Desse instante em diante, Zacarias voltou a falar.
   Todos ficaram alegres e foi um barulhão enorme. Eram vivas para todos os lados.
   Lá estava o velho Zacarias, olhando, orgulhoso, o filhinho lindo que tinha…
   Foi então que inventaram as bombinhas de fazer barulho, tão apreciadas pelas crianças, durante os festejos juninos.
 

Santo Antônio - 13 de junho
Entre os santos que mais são comemorados durante as festas juninas, Santo Antônio é com certeza o que mais possui devotos espalhados pelo Brasil e também por Portugal.
 
Esse santo, que normalmente é representado carregando o menino Jesus em seus braços, ficou realmente conhecido como "casamenteiro"e é sempre o mais invocado para auxiliar moças solteiras a encontrarem seus noivos.

Em vários lugares do Brasil, há moças que chegam a realizar verdadeiras maldades com a imagem de Santo Antônio a fim de agilizarem seus pedidos.
 
Não são raras as jovens que colocam a imagem do santo de cabeça para baixo e dizem que só o colocam novamente na posição correta se lhes arrumar um namorado. Também separam-no do menino Jesus e prometem devolvê-lo depois de alcançarem o pedido. Na madrugada do dia 13 são realizadas diversas simpatias com este intuito. Mas não é só o título de casamenteiro que Santo Antônio carrega. Ele também é conhecido por ajudar as pessoas a encontrarem objetos perdidos.
Padre Vieira, um jesuíta, definiu assim Santo Antônio em um sermão que realizou no Maranhão em 1663:
"Se vos adoece o filho, Santo Antônio; se requereis o despacho, Santo Antônio; se perdeis a menor miudez de vossa casa, Santo Antônio; e, talvez, se quereis os bens alheios, Santo Antônio", disse Padre Vieira.
Na tradição brasileira, o devoto de Santo Antônio gosta de ter sua imagem pequena para poder carregá-la. Por esse e tantos outros motivos que ele é considerado o "santo do milagres".
Ainda com a tradição que são realizadas duas espécies de reza e festa em homenagem a Santo Antônio. A primeira delas, chamada "os responsos, é realizada quando o santo é invocado para achar coisas perdidas e a segunda, designada "trezena", é a cerimônia dedicada ao santo do dia 1 ao dia 13 de junho, com cânticos, fogos, comes e bebes e uma fogueira com o formato de um quadrado.
Ainda há um outro costume que é muito praticado pela Igreja e pelos fiéis. Todo o dia 13 de junho, as igrejas distribuem aos pobres e afortunados os famosos pãezinhos de Santo Antônio. A tradição diz que o pãezinhos deve ser guardado dentro de uma lata de mantimento, para a garantia de que não faltará comida durante todo o ano.

São João - 24 de junho
Outro santo muito comemorado no mês de junho é São João. Esse santo é o responsável pelo título de "santo festeiro", por isso, no dia 24 de junho, dia do seu nascimento, as festas são recheadas de muita dança, em especial o forró.
No Nordeste do País, existem muitas festas em homenagem a São João, que também é conhecido como protetor dos casados e enfermos, principalmente no que se refere a dores de cabeça e de garganta.
Alguns símbolos são conhecidos por remeterem ao nascimento de São João, como a fogueira, o mastro, os fogos, a capelinha, a palha e o manjericão.
Existe uma lenda que diz que os fogos de artifício soltados no dia 24 são "para acordar São João". A tradição acrescenta que ele adormece no seu dia, pois, se ficasse acordado vendo as fogueiras que são acesas em sua homenagem, não resistiria e desceria à terra.
As fogueiras dedicadas a esse santo têm forma de uma pirâmide com a base arredondada.
O levantamento do mastro de São João se dá no anoitecer da véspera do dia 24. O mastro, composto por uma madeira resistente, roliça, uniforme e lisa, carrega uma bandeira que pode ter dois formatos, em triângulo com a imagem dos três santos, São João, Santo Antônio e São Pedro; ou em forma de caixa, com apenas a figura de São João do carneirinho. A bandeira é colocada no topo do mastro.
O responsável pelo mastro, que é chamado de "capitão" deve, juntamente com o "alferes da bandeira", responsável pela mesma, sair da véspera do dia em direção ao local onde será levantado o mastro.
Contra a tradição que a bandeira deve ser colocada por uma criança que lembre as feições do santo.
O levantamento é acompanhado pelos devotos e por um padre que realiza as orações e benze o mastro.
Uma outra tradição muito comum é a lavagem do santo, que é feita por seu padrinho, pessoa que está pagando por alguma graça alcançada.
A lavagem geralmente é feita à meia-noite da véspera do dia 24 em um rio, riacho, lagoa ou córrego. O padrinho recebe da madrinha a imagem do santo e lava-o com uma cuia, caneca ou concha. Depois da lavagem , o padrinho entrega a imagem à madrinha que a seca com uma toalha de linho.
Durante a lavagem é comum lavar os pés, rosto e mãos dos santos com o intuito de proteção, porém, diz a tradição que se alguma pessoa olhar a imagem de São João refletida na água iluminada pelas velas da procissão, não estará vivo para a procissão do ano seguinte.

São Pedro - 29 de junho
O guardião das portas do céu é também considerado o protetor das viúvas e dos pescadores. São Pedro foi um dos doze apóstolos e o dia 29 de junho foi dedicado a ele. Como 
o dia 29 também marca o encerramento das comemorações juninas, é nesse dia que há o roubo do mastro de São João, que só será devolvido no final de semana mais próximo. Mas como as comemorações juninas perduram alguns dias, as pessoas dizem que no dia de São Pedro já estão muito cansadas e não têm resistência para grandes folias, sendo os fogos e o pau-de-sebo as principais atrações da festa. A fogueira de São Pedro tem forma triangular.
 
Como São Pedro é cultuado como protetor das viúvas, são elas que organizam a festa desse dia, juntamente com os pescadores, que também fazem a sua homenagem a São Pedro realizando procissões marítimas.

No dia 29 de junho todo homem que tiver Pedro ligado ao seu nome desse acender fogueiras nas portas de suas casas e, se alguém amarrar uma fita em uma pessoa de nome Pedro, este se vê na obrigação de dar um presente ou pagar uma bebida à pessoa que o amarrou.

 

O pesquisador Mário de Andrade a define como "dança de salão, aos pares, de origem francesa, e que no Brasil passou a ser dançada também ao ar livre, nas festas do mês de junho, em louvor a São João, Santo Antônio e São Pedro. Os participantes obedecem às marcas ditadas por um organizador de dança. O acompanhante tradicional das quadrilhas é a sanfona" .
 
A DANÇA DA QUADRILHA: A quadrilha é dançada em homenagem aos santos juninos ( Santo Antônio, São João e São Pedro ) e para agradecer as boas colheitas na roça. Tal festejo é importante pois o homem do campo é muito religioso, devoto e respeitoso a Deus. Dançar, comemorar e agradecer.Em quase todo o Brasil, a quadrilha é dançada por um número par de casais e a quantidade de participantes da dança é determinada pelo tamanho do espaço que se tem para dançar. A quadrilha é comandada por um marcador, que orienta os casais, usando palavras afrancesadas e portuguesas. Existem diversas marcações para uma quadrilha e, a cada ano, vão surgindo novos comandos, baseados nos acontecimentos nacionais e na criatividade dos grupos e marcadores. Arte Educação